
Na última quarta-feira (27), o Ministério da Cultura em parceria com a Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) lançou o projeto “Caminhos da Água – Fortalecendo Fazeres e Saberes Artísticos e Culturais”, no Teatro Universitário, no Campus de Cuiabá.
O seminário contou com a presença de representantes do órgão federal, da universidade e também da Associação Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Educomunicação (ABPEducom), entre eles, o presidente Ismar de Oliveira Soares e o vice Maurício Virgulino. O projeto, que integra o programa “Olhos D’Água”, do MinC, vai realizar por todo o Brasil, ações de formação para apoiar artistas-educadores, mestres da cultura e fazedores culturais.
Focado em três grandes pilares de ação, o projeto “Caminhos das Águas” está baseado na oferta de trilhas formativas denominada “Educação dos Sentidos para fazer sentido: Arte nas Escolas como estratégia de comunicação”, na oferta de bolsas para o fortalecimento de ações locais, denominada “Olhinhos d’Água” e na estratégia de ocupação artístico-cultural. Lembrando que o programa Olhos d’Água está em fase de estruturação e no ano de 2023 lançou editais para formação das escolas de arte e cultura em todo o país. Segundo o MinC, o que se espera a partir do projeto é fomentar ações educativas e culturais em lugares mais distantes dos grandes centros e capitais.
Jornalista e doutor em Ciências da Comunicação, Soares recordou as contribuições já realizadas.
“A primeira foi no início deste século, entre 2003 e 2006, em função de um projeto que abordou o conceito da Comunicação, que havia sido elaborado, sistematizado pelo Núcleo de Comunicação e Educação da Universidade de São Paulo (USP). Esse retorno de toda aqui em Cuiabá, é momento de conversamos sobre os processos e os referenciais da comunicação no avanço das práticas de cultura no Brasil”, disse.
Inicialmente, o projeto será realizado em dez cidades, sendo três na Região Norte, três no Nordeste, duas no Centro-Oeste, uma no Sudeste e uma no Sul, privilegiando as localidades mais distantes dos grandes centros.
Esse é o grande objetivo, onde nós podemos chegar por meio dos rios, para que populações quilombolas, ribeirinhas, populações indígenas, populações das periferias do Brasil, tenham acesso a essa formação de qualidade, essa formação de pensar como promover a cultura na sua comunidade”, explicou Virgulino, coordenador educativo do projeto.
A diretora de Educação e Formação Artística do Ministério da Cultura, Naine Terena, contou que o projeto nasce em um contexto relevante no Brasil, referente aos ataques de violência nas escolas. “Nesse período compomos um grupo de trabalho junto ao Ministério da Educação [MEC] para realização de ação emergencial envolvendo artistas-educadores, pois acreditamos que arte contribui para vivermos em sociedade mais justa, digna e com respeito”, pontuou.
