A 3ª Semana Brasileira de Educação Midiática movimentou escolas, universidades e instituições sociais em todo o país. Na região, a programação foi articulada pelo Educom Alto Tietê e envolveu diferentes faixas etárias da Educação Básica, incluindo os anos iniciais do Ensino Fundamental. Uma das ações de destaque foi realizada na Escola Municipal Professora Alice Moura Rodrigues, em Guararema, onde os alunos do 1º ao 5º ano participaram de uma sequência didática voltada à cultura digital e à segurança on-line.
A atividade foi conduzida pela educomunicadora Suéller Costa, professora da rede municipal e mediadora de projetos voltados à educação midiática. Por meio de rodas de conversa, dinâmicas e produções autorais, os estudantes foram convidados a refletir sobre o que é cultura digital, como ela impacta suas vidas e quais cuidados são necessários ao navegar pelos ambientes virtuais.
Apesar da pouca idade, as crianças demonstraram conhecimento sobre os riscos da internet e se mostraram preocupadas com colegas que ainda não têm noção dos perigos presentes nas redes sociais, jogos on-line e plataformas de vídeo. A partir dessa inquietação, surgiu a ideia de produzir um vídeo educativo com orientações sobre segurança digital, voltado especialmente para outras crianças.
O processo envolveu a criação de mapas mentais, elaboração de roteiro e organização das gravações. A escolha do formato audiovisual não foi por acaso: trata-se da linguagem mais consumida por esse público, o que aumenta o potencial de alcance e engajamento da mensagem. O resultado será compartilhado com a comunidade escolar e promete ser um meio de conscientização sobre o uso responsável da internet.

Educação midiática nos currículos
A iniciativa reforça a urgência de incluir a educação midiática nos currículos escolares, especialmente diante da crescente exposição de crianças e adolescentes ao universo digital. Embora muitas plataformas tenham restrições de idade, é comum que alunos dos primeiros anos já estejam conectados, consumindo conteúdos e interagindo em redes sociais. Sem orientação adequada, esse acesso precoce pode expô-los a riscos como desinformação, cyberbullying, golpes e conteúdos impróprios.
Nesse contexto, a educação midiática surge como uma estratégia fundamental para formar cidadãos críticos, conscientes e responsáveis. Ela vai além do uso técnico das tecnologias, promovendo reflexões sobre ética, direitos digitais, produção de conteúdo e leitura crítica das mídias. Ao integrar essa abordagem às práticas pedagógicas, as escolas contribuem para o desenvolvimento de competências essenciais para a vida em sociedade. O apoio das redes de ensino é decisivo para que ações como essa se tornem permanentes e alcancem cada vez mais estudantes.

Apoio das redes de ensino
Em 2026, a educação midiática passará a integrar oficialmente os currículos escolares, conforme diretrizes nacionais, e experiências como a da EM Professora Alice Moura Rodrigues mostram que é possível — e necessário — começar desde cedo.
A mobilização regional pela educação midiática continua, com novas ações previstas para os próximos meses. Enquanto isso, os alunos seguem protagonizando iniciativas que transformam o ambiente escolar em espaço de diálogo, criação e cidadania digital.

